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Citrus

Concurso de micrografias da Nikon

5
out

Embriao de galinha

Embriao de galinha

Esse concurso é bem bacana. Consurso de micrografias bancado pela Nikon. Todos podemos votar e ao final eles fazem um calendário com os ganhadores, que acaba se tornando um “me dá eu quero!”.

Acesse e vote: Nikon Small World

Leia também sobre nossas postagens discutindo fotografia e ciência

Criança mata bichos para alimentar crocodilo

4
out

Criança matando a bicharada

Criança matando a bicharada

AHÀÀÀÀ!!! Eu avisei. O vídeo do jacaré no post anterior ia acabar causando algum problema sério…

Zôo: menino causa matança para alimentar crocodilo

Um garoto de 7 anos invadiu um zoológico na Austrália, matou diversos animais para alimentar um crocodilo durante uma conturbada série de matanças capturada pelas câmeras de segurança do zôo.

Durante 35 minutos, o menino matou brutalmente pelo menos 13 animais no centro de répteis da cidade australiana de Alice Springs. Em um dos casos, ele bateu em um lagarto diversas vezes com uma pedra até o animal não resistir mais.


Alguém tem que ensinar evolução para esse menino, e mostrar que os animais também “somos nozes”. E esperemos que quando aprender isto ele não resolva dar pessoas para o jacaré…

Mais uma dica do Gus

O maldito jacaré fôfo

3
out

Como transformar um animal qualquer em um monstro no inconsciente coletivo

Tá certo que isto não é um vídeo educativo, só uma propaganda de um canal de TV politicamente incorreto.

Mas não foi isso que aconteceu com o pobre tubarão no filme do Spielberg?

Dica do Gus

As melhores imagens de ciência de 2008

2
out

A algum tempo já estamos abordando o tema das imagens de ciência, ou visualização científica, perguntado se isso é arte, e chegando a questão profunda de “o que é arte”.

E falando nisso, aconteceu a pouco tempo o “VI Desafio Anual Internacional de Visualização Ciêntifica e de engenharia” (sixth annual International Science & Engineering Visualization Challenge). Organizado pela revista Science e pela National Science Foundation dos EUA.

E o mais legal, não são só fotos, mas também ilustrações, infográficos, multimídia interativa e multimídia não-interativa. Todas ferramentas valiosas para que nós possamos entender mais o mundo das diversas áreas científicas.

Aqui uma reportagem da folha a respeito.

O que achei mais legal:

- Fotografia - A Floresta de Vidro

A vencedora (no topo do desta postagem). Os triângulos verdes são criaturas marinhas chamadas diatomáceas,  que fazem fotossíntese e produzem 40% do oxigênio da Terra (toma essa Amazônia!). Elas usam na sua estrutura o mesmo material do vidro, a sílica. E a parte marrom é o corpo de um invertebrado marinho no qual a diatomácea está instalada.

- Ilustração - Zoom na Corrente Sanguinea Humana
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Esta ilustração mostra como uma imagem pode valer mais que mil palavras (desculpe pelo clichê).
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Localizamos muito bem o que está sendo mostrado, no contexto do corpo.

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- Multimídia interativa-Explorando as Origens

Explore com imagens e animações as explicações mais aceitas hoje em dia sobre a origem da vida. Tem uma linha do tempo bem bacana também.

- Infográfico - Chá do Chapeleiro Maluco

Besouros tomando chá? Isso não está no livro Alice no País das Maravilhas. Mas poderia estar. Usando micrografias, uma ilustradora montou esta cena fantástica. Na base há uma descrição do que é cada elemento na composição.

Quando a arte e a ciência se encontram

30
set

Mais uma contribuição da fotógrafa Marina Piedade:

Arte e ciência se misturam? Sim, o tempo todo. A partir do século XIX, as máquinas, a tecnologia e a ciência começaram a fazer parte do cotidiano das pessoas e, lógico, também começaram a fazer parte da arte.

A invenção da fotografia em si é o retratar do mundo a partir de um ponto de vista objetivo, livre da mão do pintor (ou pelo menos assim se acreditava nos tempos de Daguerre). E de lá pra cá a ciência colaborou cada vez mais com a arte.

Com o surgimento das tecnologias virtuais, as possibilidades se expandiram e ainda estão sendo exploradas. A simulação, a substituição do real pela realidade virtual, transforma as relações entre imagem, sujeito e objeto. O espectador se torna parte integrante e fundamental da obra.

Nesse tipo de arte, que interage diretamente com a ciência, hibridação é a palavra de ordem. É a mistura do código binário com o gesto expressivo.

Mas por mais enriquecedoras que essas relações sejam, arte não é ciência, nem vice-versa. Na arte, é necessário substituirmos as certezas da ciência pelas incertezas da sensibilidade.

A imprevisibilidade é parte integrante de muitos trabalhos, que interagem tanto com o acaso e com a autônima dada ao espectador quanto com a precisão da ciência.

Arte e tecnologia
Acabou esse mês no Itaú Cultural a exposição Emoção Art.Ficial 4.0 – Emergência! Os trabalhos da mostra unem arte e tecnologia e foi o fator de imprevisibilidade que os uniu. Eles partem da precisão da ciência para interagir com o acaso e com a autonomia do espectador. A partir de regras simples surgem os resultados inesperados.

As carpas de Vivan Caccuri interagem com a música do ambiente, pois, ao se movimentarem, alteram o som captado dos tocadores de Mp3 conectados ao trabalho pelos próprios espectadores. Isto é possível graças a um software que modifica o som em tempo real de acordo com o movimento dos peixes.

A obra Ultra Nature do mexicano Miguel Chevalier, exposta na Estação Paraíso do metrô, é composta por um painel de 9m X 3m, onde cresce um jardim virtual. O desenvolvimento das diferentes plantas é determinado pelo público que interage com a obra através de sensores.

Links:

A Era da Simulação - entrevista com o artista Edmond Couchot sobre arte, ciência e técnica.

Fotografia e Ciência - todas as postagens deste especial Arte e Ciência

Ornitocast 2 - Ciência dos superpoderes (parte 1)

29
set

SUPER-ORNITOCAST ATIVAR!!! Forma de um podcast inútil!  PUF!!!

Ouça o ornitocast…
[audio:http://www.blogcitrus.com.br/wp-content/uploads/2008/09/Ornitocast_2_SuperPoderes.mp3]

…ou baixe o mp3

É isso aí, senhoras e senhores. Não tem viagem maior que tentar achar nexo nos super-heróis. Mas porque não tentar?

Afinal acabamos aprendendo muito, como por exemplo o fato dos criptonianos serem anões e terem paredes de chumbo em suas casas.

Também revelamos que todo super-herói é mutante sim. De algum jeito. Mesmo sem ser um X-men. Mas na real, adquirir mutações é legal assim ou só funciona no gibi?

Também a troca da física pela biologia para criar super-heróis.

E ainda, o verdadeiro Supermouse, dopping genético, e a vida sexual do The Flash.

(Segundo Ornitocast, remasterizado. Muito melhor, vai!)

LINKS:

A Supermatemática

Poder Psíquico explica tudo? Sei…

Ornitocast 1 - animais esdrúxulos

Condicione seu colega de trabalho

27
set

A muito tempo, um médico russo chamado Pavlov tinha um cão. E toda vez que Pavlov alimentava o cão se tocava um sino. Tanto que depois de um tempo o cão salivava só por ouvir o som do sino.

Isso me diz uma coisa importante: comportamento e fisiologia estão intimamente ligados. Mente e corpo seriam realmente separados como se imaginava na época de Pavlov? Tudo leva a crer que não. E o ambiente tem um papel fundamental no nosso comportamento.

Aqui segue um novo experimento de condicionamento que você pode fazer no conforto do seu próprio escritório!

(dica do Paulo, uma releitura de Pavlov no The Office, a melhor comédia da atualidade)

Faça seu inseto

25
set

Como fazer um inseto pessoal com materiais que você pode achar no seu próprio escritório!

A Beleza Inerente à Ciência

24
set


Aqui vai a dica do Gabriel (grande colaborador do Citrus e do RNAm) para quem é de Sampa, e a seguir meu comentário sobre a mesa redonda que ocorreu na abertura da exposição dia 23/09.

Seguindo o post anterior, em que se debateu a importância da intenção sobre a estética em uma obra de arte, gostaria de recomendar a seguinte exposição que teve sua estréia hoje (24.09) em São Paulo - SP. As informações aqui contidas podem ser vistas também no site da própria entidade que sedia o evento, clicando AQUI.

A exposição, chamada “Paisagens Neuronais”, está aberta para visitação no Instituto Cervantes, e conta com 70 fotografias e ilustrações que demonstram a evolução do conhecimento sobre o sistema nervoso, com imagens compiladas desde o início do século 20 até os dias de hoje. São imagens resultantes do uso de técnicas tradicionais, e também do que há de mais moderno no campo científico.

Com o objetivo de se criar um “link” explícito entre arte e ciência, ao lado de cada imagem foi colocado um texto criado por um artista (pintores, escritores, filósofos), especialmente para esta ocasião, visto que a mostra é uma homenagem ao centenário do Prêmio Nobel de Medicina conquistado pelo espanhol Santiago Ramón y Cajal em 1906, e já foi exibida em Barcelona. O prêmio veio da hipótese do pesquisador sobre a organização neuronal, sugerindo que a comunicação entre neurônios ocorresse através de ligações específicas, hoje conhecidas como sinapses, ao invés de organizarem-se como uma teia contínua, como dizia o paradigma da época.

A mostra “Paisagens Neuronais” fica em São Paulo até 15/11, e em seguida depois dirige-se para Melbourne, Nova York, Chicago e Jerusalém.

Quando? 24.09.2008 a 15.11.2008

A mostra pode ser visitada nos seguintes horários:
Segundas-feiras - 8h as 20h
Terças a sextas-feiras - 8h às 21h
Sábados - 9h às 15h

Onde?

Instituto Cervantes
Av. Paulista, 2439 - São Paulo
(Metrô Consolação)

Impressões sobre a exposição

Fui ver a mesa redonda de inauguração da exposição juntamente com minha assistente para assuntos fotográficos e artísticos, Marina.

Esteticamente muito legal. Imagens realmente fantásticas. Só que desde a época da arte moderna, arte não tem necessariamente que ser bela.  E nem tudo que é belo, é arte.

O pai da neurociência moderna, Santiago Ramòn y Cajal, homenageado pela exposição, ganhou o prêmio Nobel por seus estudos sobre a estrutura microscópica do cérebro, numa época que não tinha microscópios eletrônicos. Até mesmo a fotografia estava engatinhando. Como mostrar para os outros o que se estava vendo? Ora, era só desenhar! E era isso mesmo que se fazia naquela época.

E ninguém fazia isto melhor que Cajal. Por quê? Por causa da sua frustrada carreira de pintor. Seu dom pela pintura, somada a obrigação imposta pelos pais de fazer medicina, geraram este especialista com olhos de cientista e mãos de pintor. A figura da postagem é um exemplo de seus trabalhos.

Claro que isto não é arte, e Cajal não pode ser considerado um artista no sentido estrito. Afinal a motivação dele é objetiva, informativa. Não podia ser pessoal como a arte exige.

Mas o que justifica chamar a exposição presente de artística? Justamente os comentários que estão ao lado das fotos. Mostrando o que estas imagens inspiram em um leigo em neurociência.

Uma senhora chegou a se emocionar ao ver uma foto de uma célula em corte e preto e branco. “Eu trabalho com rochas, e é incrível como esta foto é um perfeito pedaço de mármore”, disse ela.

Estimular impressões pessoais. Isto é arte.

Arte é intenção

23
set

Lata com fezes do artista Piero Manzoni

Lata com fezes do artista Piero Manzoni

Esta postagem é parte da discussão iniciada aqui sobre imagens de ciência e arte, e foi escrito pela fotógrafa Marina Piedade.

Acho que a questão aqui na verdade é bem simples (e você mesmo já respondeu, Fafá). Arte não tem nada a ver com estética, tem a ver com intenção. Só por que uma imagem é bonita, isso não a transforma em arte.

O que acontece é que a gente vem de uma tradição de arte antiga que valoriza a beleza e a simetria. Por séculos, fomos ensinados que arte é beleza e que o belo é arte.

Pois é, mas a arte contemporânea não tem nada a ver com beleza. A dissociação entre beleza e arte já aconteceu há algum tempo (se não me engano, tudo começou com o modernismo). Pra muitos artistas a estética ainda é parte fundamental do trabalho, mas sem dúvida não pode ser a base. Ao mesmo tempo, não é por isso que todo trabalho precisa de uma bíblia acompanhando para que o espectador consiga entender a intenção do artista. Muitas vezes as coisas são aquilo mesmo que você está vendo, sem segundas leituras mirabolantes. “You get what you see” já dizia Frank Stella.

Bom, mas voltando ao o que é ou não arte. Quando chega um cara como o Duchamp e questiona os limites da arte, o que difere o objeto comum desse objeto “sagrado” que é a obra de arte, qual é a mágica que as paredes do museu possuem em mistificar qualquer coisa, o que ele consegue? Primeiro, ele inventa o ready made. Segundo, coloca esses objetos pra dentro do museu e hoje nós olhamos a réplicas deles (os originais foram todos jogados fora pela irmã do Duchamp na limpeza da garagem, ela achou que fosse lixo…) com uma faixa de “proibido tocar” em volta.

Pra mim, isso deixa uma coisa bem clara: arte não tem nada a ver se não com intenção (e reconhecimento, mas entramos nesse mérito numa outra oportunidade). Para se fazer arte, precisa-se fazer arte, não outra coisa.

Não se faz arte tirando fotos de células tronco para pesquisa, não se faz arte registrando os hábitos de procriação dos gorilas. É sim possível fazer arte a partir dessas coisas, mas elas não são arte simplesmente por existirem.

Racionalizar a arte pode nos distanciar de sua e essência

Estava lendo esse texto do Ramón Gaya hoje e ele fala de muitas coisas que já foram discutidas aqui (se não foram aqui, foram no RNAm, se não foram lá, foram pessoalmente mesmo, mas precisavam estar aqui…).

Gaya fala da diferença entre entender a arte e apreender a arte. Entender é papel do especialista, do crítico, não se leva mais do que alguns anos de estudo e dedicação para se entender a arte. Já apreender é outra história completamente diferente. A apreensão passa pela intuição, passa por aquele momento em que você olha para a obra e simplesmente aquilo faz sentido.

Não sei se concordo completamente com Gaya. A arte contemporânea depende de contexto. Obra nenhuma, artista nenhum está isolado. Quanto mais se sabe, mais se estuda, mais sentido as coisas fazem. Mas em uma coisa ele está certo, nem tudo é possível colocar em palavras, nem tudo é racionalizável.

Pois bem, qual é essa necessidade de vocês cientistas de racionalizarem tudo? Nem tudo no mundo é preto no branco. Muito pelo contrário, a faixa de cinza é infinita. Ao tentarmos racionalizar a arte, podemos nos distanciar demais de sua essência. Há algo intrínseco a arte que é apenas sensível, não passar pela razão, pelas palavras. É aquilo que, quando perguntaram a Carmela Gross como ela sabe quando um trabalho está pronto, ela disse que “é uma certeza sensível”.

Links sugeridos:

Isso é Arte?
Arte não, “Visualização Científica”. Mas e Duchamp?